Doenças Oftalmológicas


O astigmatismo ocorre quando a córnea é mais curva numa direção que na outra. Isto faz que a luz forme mais de um ponto de foco. O resultado é uma visão borrada e distorcida. Geralmente, o astigmatismo apresenta-se combinado com a miopia ou com a hipermetropia.

É uma doença das pálpebras caracterizada pela inflamação das margens palpebrais, provocando, na maioria das vezes, vermelhidão ocular, coceira e irritação das pálpebras nos dois olhos. Essas alterações podem levar a um quadro de olhos secos, gerando sintomas como sensação de areia e ardor.

A blefarite pode ser causada por acúmulo de gordura (seborréia), bactérias, reações alérgicas a maquiagem ou produtos de limpeza de lentes de contato. Algumas vezes apresenta-se associada a outros problemas dermatológicos.

Os sintomas são ardência, vermelhidão, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, maior sensibilidade à luz.

O tratamento é a limpeza rotineira das pálpebras, uso de compressas mornas e pode ainda ser necessário uso de pomadas oftálmicas e/ou colírios com antibióticos e esteróides (para melhorar inflamação).

O Buraco macular consiste em um orifício nas camadas da retina localizado na região da região foveal (área central da visão). Ocorre com maior frequência em mulheres e acima de 50 anos. A principal causa é idiopática (decorrente do descolamento do vítreo posterior), mas também pode ocorrer devido a alta miopia, trauma ou outras doenças

SINAIS E SINTOMAS
Mancha escura na visão central (escotoma)

TRATAMENTO
Cirúrgico – Vitrectomia posterior (VVPP) e peeling da membrana limitante interna. Pode ser necessário o uso de gás intraocular no final da cirurgia para aumentar as chances de sucesso cirúrgico. O tratamento tem grande chance de sucesso anatômico com fechamento do buraco macular e com melhora da acuidade visual.

É um cisto causado pela inflamação de uma das glândulas que produzem material sebáceo, glândulas de Meibomius, localizadas nas pálpebras superior e inferior. Pode ser confundido com o hordéolo (terçol), que também aparece como uma tumefação na pálpebra.

O calázio é mais comum nas bordas palpebrais e pode causar uma inflamação aguda de toda a área, devido a infecção posterior por bactérias. O tratamento é feito com compressas mornas, uso de colírios conforme prescrição do oftalmologista ou cirurgia, se necessário, após diminuição da inflamação inicial.

É a opacificação da lente natural do olho, o cristalino. Em decorrência disso, a luz não é transmitida nitidamente para a retina surgindo sintomas como: dificuldade para dirigir, enxergar a noite, ler ou usar computador. A visão fica embaçada com perda do brilho das cores e ocorre frequentemente alteração no grau dos óculos. A principal causa da catarata é o envelhecimento do cristalino.

É uma doença que afeta cada vez mais pessoas no mundo inteiro, sendo mais comum  após os 50 anos. Pode ocorrer também após trauma, em portadores de Diabetes, inflamações oculares, uso de corticóide, ser congênita, entre outros. O diagnóstico da catarata é feito pelo oftalmologista através de exames e a única maneira de solucionar o problema é a cirurgia.

É uma inflamação na córnea, e pode ser decorrente de diversas causas. Dentre elas: trauma local superficial, uso inadequado de lentes de contato, olho seco, reação alérgica, microorganismos diversos como bacterias, vírus, etc.

Os sinais e sintomas da ceratite são: lacrimejamento, dor ou ardência ocular, maior sensibilidade à luz, vermelhidão ocular, inchaço palpebral, diminuição da visão.

O médico indicará o tratamento correto de acordo com o tipo de ceratite.

É uma doença não inflamatória caracterizada por um afinamento e abaulamento progressivo e irregular da córnea (forma de cone) resultando na distorção das imagens.

Trata-se de doença progressiva, geralmente bilateral e assimétrica.

O ceratocone geralmente aparece na adolescência ou em adultos jovens e progride até 35 a 40 anos de idade. História familiar está presente de 6 a 8% dos casos.

Os pacientes em estágio inicial podem alcançar boa acuidade visual com uso de óculos. Quando a visão não melhora com óculos, as lentes de contato rígidas ou gelatinosas especiais costumam propiciar boa visão, pois simulam uma nova superfície corneana regular.

As causas para o surgimento do ceratocone são multifatoriais , envolvendo fatores genéticos e ambientais. O ato de coçar os olhos altera a composição das enzimas na córnea, o que reduz em ainda mais sua resistência.

É necessário acompanhamento periódico (mesmo em pacientes com boa visão), pois o ceratocone pode evoluir gradativamente. Para estabilizar a doença, existe um procedimento chamado Crosslinking.

Em caso de não adaptação a lentes ou baixa visão com óculos, pode ser necessário a realização de um procedimento cirúrgico como anel intra-corneano. O transplante de córnea é realizado somente em casos avancados, quando a progressão provoca cicatrizes corneanas ou quando a visão não é satisfatória com os tratamentos anteriores.

É a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. Pode acontecer nos dois olhos, ter duração varíável e não costuma deixar sequelas.

Pode ser causada por reações alérgicas, por vírus e bactérias, sendo estes últimos contagiosos.

Os sintomas, em geral, são olhos vermelhos, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, secreção, pálpebras inchadas e coceira.

Durante o período da conjuntivite é recomendado: evitar aglomerações, lavar rosto e as mãos com frequência, não coçar os olhos, não compartilhar toalhas, travesseiros ou cosméticos que fiquem em contato com olhos e não usar lentes de contato.

O primeiro passo é procurar um oftalmologista, pois o tratamento da conjuntivite é determinado pelo agente causador da doença. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. O tratamento da conjuntivite bacteriana inclui a indicação de colírios antibióticos, que devem ser prescritos por um médico, pois alguns colírios são altamente contra-indicados, porque podem provocar complicações ou agravar o quadro.

DMRI é uma doença ocular degenerativa, comum em pacientes acima de 60 anos. Ela atinge a mácula, que é responsável pela nossa visão central.

No Brasil atinge cerca de 10% da população acima de 65 anos de idade.  Destes, 90% dos pacientes tem a forma seca ou atrófica da doença. Os demais apresentam a forma exsudativa responsável por uma baixa visual súbita e severa.

SINAIS E SINTOMAS

Embaçamento visual central, mancha preta ou distorção das imagens. A doença pode se manifestar na forma seca (drusas + atrofia geográfica) ou na forma úmida.

TRATAMENTO

A forma úmida da doença requer tratamento com injeção intraocular de Anti-angiogênicos para controle da doença.

PREVENÇÃO

  •  Acompanhamento oftalmológico de rotina
  •  Em alguns casos podem ser utilizados complexos vitamínicos

Dermatocálase é o excesso de pele nas pálpebras superiores com ou sem prolapso de bolsas de gordura. Nas pálpebras inferiores, pode haver flacidez de pele associada a prolapso de bolsas de gordura. Podem ocorrer devido a fatores hereditários ou provocados pelo envelhecimento.

A cirurgia corretiva, Blefaroplastia, pode ser estética ou para restaurar o campo visual superior em casos avançados. A pele em excesso na pálpebra superior é removida por via transcutânea, sob anestesia local e os pontos geralmente são retirados após uma semana. Importante evitar exposição solar no pós operatório. Na pálpebra inferior, o excesso de gordura pode ser removido via transcutânea ou transconjuntival, neste último caso, sem necessidade de pontos.

A retina é uma estrutura que reveste a superfície interna do globo ocular. As células da retina (fotorreceptores) são responsáveis por converter a luz que enxergamos em impulsos elétricos, que, através do nervo óptico são enviados ao cérebro para formar as imagens.
O descolamento de retina ocorre quando essa fina estrutura se desprende da parte interna do olho o que faz com que as células deixem de receber nutrientes e de realizar sua função.
São fatores de risco importante, a alta miopia e a história de trauma ocular, porém, pode ocorrer espontaneamente decorrente do descolamento do vítreo posterior.

SINAIS E SINTOMAS
Perda de campo visual (sombra periférica), embaçamento visual súbito, moscas volantes e flashes de luz.

TRATAMENTO
O tratamento desta condição é essencialmente cirúrgico e deve ser realizada o quanto antes na tentativa de reduzir sequelas visuais.

PREVENÇÃO

  • Exame oftalmológico de rotina em casos de pacientes míopes
  • Procure um especialista em retina para exame em casos de sintomas como Floaters (moscas volantes) ou fotopsiais (Flashes de Luz)

Normalmente, as pálpebras superior e inferior fecham-se integralmente, protegendo os olhos de agressões e evitando a evaporação das lágrimas. Se as pálpebras se dobram para dentro (entrópio), os cílios tocam a córnea provocando ulcerações ou cicatrizações. Se as pálpebras se dobram para fora (ectrópio), são incapazes de se fechar corretamente, com exposição da córnea e alteração no filme lacrimal. Estes processos ocorrem mais frequentemente com a idade ou por lesões ou cicatrizes nas pálpebras.  O tratamento, na maioria dos casos, é cirúrgico, sob anestesia local e sedação.

Corresponde à perda de paralelismo entre os olhos (alteração nos músculos que controlam os movimentos dos olhos). Existem três formas de estrabismo: convergente (desvio dos olhos para dentro), divergente (desvio para fora) e verticais (um olho fica mais alto ou mais baixo).

O estrabismo pode ser corrigido com óculos (nos estrabismos acomodativos) ou cirurgia. Desvios latentes ou intermitentes podem ser auxiliados por exercícios ortópticos. No caso de crianças, quanto antes instituído o tratamento, melhores e mais rápidos são os resultados.

A cirurgia é realizada quando o desvio não é corrigido com óculos. Em crianças utiliza-se anestesia geral, enquanto em adultos pode ser utilizada a anestesia local (colírios ou infiltração).

É uma neuropatia óptica progressiva, multifatorial, com alterações características do disco óptico e campo visual. A elevação da pressão intraocular é o fator de risco mais importante e, atualmente, o único que está suscetível a tratamento. Entretanto existem pacientes que apresentam neuropatia óptica glaucomatosa mesmo com a pressão intraocular dentro dos limites normais.

Quando não tratado, o glaucoma pode levar ao dano permanente do nervo óptico, causando perda progressiva do campo visual e cegueira.

O glaucoma pode ser de ângulo aberto (maioria), ângulo fechado, congênito ou secundário (decorrente de doenças como catarata, diabetes, uveítes ou uso de corticóides).

Por ser uma doença que pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, um oftalmologista deve ser consultado pelas pessoas com maior risco de desenvolver a doença (acima de 40 anos, negros, asiáticos, portadores de diabetes, miopia). A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas pode ser prevenida ou atrasada pelo tratamento.

O tratamento tem como objetivo a redução da pressão ocular e pode ser medicamentoso, a laser ou cirúrgico. Os colírios são a primeira opção de tratamento, sendo a adesão ao tratamento uma etapa fundamental.  Caso os níveis de pressão não atinjam valores adequados, o paciente pode ser submetido à um procedimento a laser (trabeculoplastia) ou à um procedimento cirúrgico (trabeculectomia ou implante de tubo – Válvulas de drenagem)

Na hipermetropia, a córnea é muito plana ou o olho é muito curto. A luz focaliza-se hipoteticamente atrás da retina. A pessoa pode ter problemas à distância e, às vezes, para ver muito perto.

Muitas vezes a hipermetropia só é detectada com a idade, pois enquanto a pessoa é jovem o olho consegue compensar a hipermetropia contraindo o cristalino, a lente natural do olho.

As lágrimas são continuamente produzidas e, após lubrificar e proteger o globo ocular, são escoadas pelas vias lacrimais para dentro do nariz. O lacrimejamento pode ocorrer por excesso de produção de lágrimas ou insuficiência de drenagem. Quando as lágrimas não escoam para o nariz por obstrução das vias lacrimais ou porque as pálpebras não conseguem “bombear” as lágrimas para as vias lacrimais, pode ser necessário o tratamento cirúrgico.

A membrana epirretiniana é tecido fino que se forma na mácula e que pode levar ao pregueamento e distorção desta região (responsável pela nossa visão central).

SINAIS E SINTOMAS
Baixa visual e visão distorcida

TRATAMENTO
Cirúrgico – Vitrectomia Posterior (VVPP) com peeling da membrana limitante interna

Na miopia, a córnea é muito curva ou o olho é muito longo em relação à córnea, fazendo a luz focalizar-se antes da retina. As pessoas míopes vêem as coisas próximas, mas a visão a distância é desfocada.

A miopia é, geralmente, hereditária e afeta em torne de 25% da população adulta. Na maioria dos casos, a miopia se desenvolve entre os 8 e 12 anos de idade e progride com o crescimento.Geralmente,se estabiliza a partir dos 18 anos.

Pequenas manchas ou nuvens que se deslocam em seu campo de visão. Estas recebem o nome técnico floaters, também conhecidos como “moscas-volantes”. São aglomerados de células ou material dentro do vítreo, um gel transparente que preenche o nosso olho que projetam uma sombra na retina.

As moscas volantes acontecem devido ao processo natural do envelhecimento do olho, a sinérese vítrea, onde esse gel começa contrair e se liquefazer, formando conglomerados. Durante esse processo, vítreo se afasta da retina, causando um descolamento posterior do vítreo. Esta é uma causa comum de moscas-volantes.

Sinais e Sintomas

Geralmente são percebidos quando olhamos para uma superfície lisa, como uma parede em branco ou céu azul.Podem ter diferentes formatos como mosquitos, círculos, linhas, nuvens ou teias de aranhas.

 Quais fatores de risco?

  • miopia
  • realização de cirurgia de catarata
  • capsulotomia yag laser
  • Trauma ocular
  • Uveíte
  • Idade

Tratamento

Na grande maioria dos casos nenhum tratamento é necessário. Com o passar do tempo elas tendem a diminuir. Um especialista de retina deve ser consultado a fim de verificar se há alguma complicação associada as moscas volantes como roturas retinianas. Nestes casos o tratamento a laser deve ser realizado.

A oclusão venosa retiniana ocorre quando o fluxo de sangue da veia central da retina ou de um ramo dela está bloqueado ou parcialmente bloqueado. Tem como principais fatores de risco hipertensão arterial, diabetes e glaucoma, e pode levar a edema macular, isquemia retiniana e glaucoma secundário.

  • SINAIS E SINTOMAS
    Embaçamento visual súbito
    Defeitos de campo visual
    Hemorragias intrarretinianas
  • TRATAMENTO
    Injeções intraoculares de Anti – Angiogênicos ou Esteróides
    Laser

Cirurgia em casos avançados (hemorragias vítreas , membranas epirretinianas ou descolamento de retina tracional)

  • PREVENÇÃO
    Controle adequado de pressão arterial, diabetes e glaucoma.

É uma condição que surge normalmente em indivíduos após os 40 anos de idade decorre de uma perda de acomodação do cristalino provocando uma dificuldade para a visão de perto.

É uma alteração na conjuntiva que faz com que uma membrana cresça em direção à córnea, podendo atingir a pupila.

A exposição aos raios solares é um fator de risco importante.

Os principais sintomas da doença são: irritação, ardor, vermelhidão e sensação de corpo estranho nos olhos.

O tratamento pode ser paliativo com uso de colírios ou cirúrgico. Em alguns casos, mesmo com a cirurgia, o pterígio pode voltar, sendo a recidiva menos frequente com a técnica de transplante da conjuntiva (membrana que recobre os olhos).

A cirurgia consiste na remoção do pterígio, confecção do transplante da conjuntiva a partir da conjuntiva do próprio paciente e fixação do mesmo à esclera. É comum a vermelhidão e sensação de corpo estranho nas primeiras  semanas após  o  procedimento.

Diabetes Mellitus é uma doença crônica que pode levar a várias complicações sistêmicas com o acometimento de órgãos alvos. O olho, em especial a retina, pode ser acometido pela doença também, sendo a principal causa de cegueira no mundo em pacientes entre 20 – 64 anos.
A doença pode se manifestar na retina nas seguintes formas.
Edema macular: tratamento pode ser feito com injeções intra-vítreas (Anti VEGF ou corticóides) ou laser.
Neovascularização vítreorretiniana: tratamento pode ser feito com laser, injeções intravítreas de Anti-VEGF ou cirurgia em casos mais avançados.

SINAIS E SINTOMAS
Embaçamento visual ou assintomático.
Cuidado: pode permanecer assintomática até fases tardias da doença

TRATAMENTO
Injeções intraoculares de Anti-VEGF  (anti-angiogênicos) ou corticosteroides
Laser
Cirurgia em casos avançados

PREVENÇÃO
A doença é mais grave e mais precoce naqueles que tem a doença clínica mal controlada, portanto é importante o acompanhamento clínico com seu endocrinologista.
Se você é diabético, agende sua consulta oftalmológica e mantenha um acompanhamento, pelo menos anual com seu médico para prevenir baixa visual relacionado à doença.
Se tiver diagnóstico recente de DM tipo 2, sua consulta com mapeamento de retina deverá ser realizada imediatamente.
Durante a gravidez o acompanhamento é essencial também, visto que pode acelerar a doença neste período.

Consiste no crescimento dos cílios voltados para dentro, em direção ao globo ocular. Pode ser congênito ou adquirido. Os sinais mais comuns são vermelhidão e sensação de areia nos olhos. Dentre os tratamentos mais comuns, destacamos: epilação simples (retirada dos cílios com pinças), apresenta recorrência em poucas semanas; ablação a laser ou radiofrequência, indicada quando apenas poucos cílios necessitam de tratamento e cirurgia, que consiste na ressecção ou excisão lamelar anterior indicada em casos resistentes a outros tratamentos e realizada sob anestesia local.

É uma ferida aberta na superfície da córnea, que pode atingir somente a camada mais externa da córnea, o epitélio, mas também pode ter maior penetração, chegando a perfurar a córnea.

É um quadro grave e deve ser tratado imediatamente, pois a complicação de uma úlcera pode levar à cegueira ou perda do olho.

Pode ter origem infecciosa (vírus, bactérias, fungos, protozoários).

A opção de tratamento depende do tamanho, gravidade e causa da doença. Caso não melhore com uso de colírios, pode ser necessária a realização de transplante de cornea.

Após a cura da úlcera, pode permanecer uma cicatriz e ser necessário intervenção cirúrgica.



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